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Projeto Parcerias Florestais

Objetivo central

O projeto Parcerias Florestais tem como objetivo avaliar as motivações, as oportunidades, os problemas e os resultados das parcerias entre comunidades florestais e empresas, para a comercialização de produtos florestais não-madeireiros (PFNMs).

Por quê?

Comercializar produtos florestais não-madeireiros, isto é, frutos, óleos, fibras e outros produtos de origem animal ou vegetal, é uma estratégia que tem sido encorajada há algum tempo como forma de reduzir as taxas de desmatamento e, ao mesmo tempo, melhorar as condições de vida das populações florestais. Essa crença numa alternativa em que, aparentemente, todos saem ganhando estimulou a demanda da sociedade por produtos ambientalmente e socialmente corretos, expandindo nichos de mercado como o “mercado solidário” e o “mercado verde”. Embora no início a exploração destes mercados fosse encabeçada por organizações da sociedade civil, hoje em dia várias empresas passaram a estabelecer acordos comerciais com comunidades florestais. Este crescimento se deu como conseqüência do aumento na demanda, bem como pela adoção de políticas empresariais de responsabilidade social. No entanto, apesar do crescimento das parcerias no Brasil e resto do mundo, pouco ainda se sabe sobre os efeitos, as potencialidades e as limitações dessas parcerias, tanto para as comunidades e empresas, como para a conservação florestal. Ou seja, ainda não sabemos se e quando esta é uma alternativa viável e benéfica, se e como cada uma das partes tem a ganhar com os acordos e a forma em que os sucessos podem ser potencializados.

Como?

O estudo avalia as motivações, as oportunidades, os problemas e os resultados de parcerias já estabelecidas, tanto em nível de comunidades extrativistas e indígenas, como das empresas. Para isso, duas estratégias são seguidas.

A primeira consiste em avaliar, a partir de dados coletados periodicamente em campo, o contexto de quatro parcerias em um total de cinco comunidades (descritas no link “ESTUDOS DE CASO”). Os dados coletados neste nível permitem avaliar aspectos como a renda gerada, a distribuição dos benefícios, os efeitos sobre o uso tradicional de recursos naturais, a relação da comercialização com o tempo dedicado a atividades tradicionais ou comerciais, os efeitos sobre as regras de compartilhamento, dentre outros.

A segunda estratégia consiste na avaliação dos resultados em um número maior de parcerias e sua comparação com situações de comercialização de produtos florestais não madeireiros em que estas estejam ausentes. Neste caso, o estudo se baseia no conhecimento de especialistas, ou seja, de pessoas ou profissionais que estejam envolvidos tanto no estudo, como na prática de comercialização de produtos florestais não madeireiros e que tenham envolvimento por período considerável de tempo com determinada comunidade amazônica. Os dados neste nível permitem avaliar fatores como os resultados em termos dos benefícios financeiros, a relação com as empresas, a viabilidade da implementação de procedimentos de monitoramento, o papel da diversificação da produção, dentre outros. Esta estratégia está melhor descrita na seção “Painel de Especialistas”.

Programa de Pós-graduação em Ciência Ambiental da USP (PROCAM - USP)
Rua do Anfiteatro, 181 - Colméia Favo 14 - 05508-900 - Cidade Universitária (SP) - Brasil
Tel.: 55 11 3091-3235 - Fax: 55 11 3091-3330 - email - parcerias.florestais@gmail.com